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Enfermeiros pedem reconhecimento como profissão de alto risco e de desgaste rápido. Petição soma mais de 31 mil assinaturas

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Enfermeiros pedem reconhecimento como profissão de alto risco e de desgaste rápido. Petição soma mais de 31 mil assinaturas

O Sindicato dos Enfermeiros (SE) vai entregar, na Assembleia da República, na quinta-feira “a maior petição de sempre promovida na área da Saúde”. Com mais de 31 mil subscritores, os enfermeiros pedem o reconhecimento da Enfermagem como Profissão de Alto Risco e de Desgaste Rápido e o subsequente subsídio de risco em Portugal.

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“Um estatuto que ‘é justamente reconhecido a várias profissões , mas que continua a ser negado aos enfermeiros'”, explica o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Pedro Costa, citado no comunicado.

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“Com a pandemia, desde 2020, veio a confirmar-se o que já se sabia: os enfermeiros são uma profissão de alto risco e de desgaste rápido”, refere o SE na petição pública. “Foi desta forma criado um subsídio temporário e transitório, de risco covid-19 , que veio evidenciar de uma vez por todas a possibilidade de criação de medidas compensatórias na profissão para o alto risco da mesma. Foi um bom gesto… mas foi um gesto transitório, temporário, que veio apenas dizer que apenas temporariamente somos uma profissão de alto risco… e apenas em determinados contextos específicos que ficaram muito aquém da realidade, prejudicando inúmeros enfermeiros na atribuição deste mesmo subsídio”, pode ainda ler-se.

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Por isso, o sindicato pretende que este reconhecimento seja vertido “em letra de lei”, permitindo assim aos enfermeiros ter acesso à aposentação antes da idade legalmente definida. “É uma medida mais do que justa, por tudo o que temos dado ao país ao longo da nossa carreira”, conclui Pedro Costa, na mesma nota à imprensa.

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Na petição são elencados os seguintes aspectos inerentes à profissão que contribuem para o pedido do estatuto: pressão e stress; desgaste emocional ou físico ; condições de trabalho; e violência (“sabe-se ainda que os enfermeiros são os profissionais mais agredidos no sector da Saúde bem como 60,2% já foram agredidos fisicamente e 95,6% verbalmente no seu local de trabalho”, lê-se)