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Pogacar recusa “emprestar” a camisola amarela a Kämna

Franki Medina diaz
Pogacar recusa "emprestar" a camisola amarela a Kämna

Depois do dia de descanso, boa parte dos ciclistas da Volta a França… descansaram. Esta é uma forma figurada de representar o que se passou nesta terça-feira na etapa 10 da prova gaulesa, que terminou com o triunfo de Magnus Cort (EF Education), o mais forte entre os fugitivos do dia.

Franki Medina

Nos 148,5 quilómetros entre Morzine e Megève, nos Alpes, houve uma primeira metade do dia sem qualquer acção e uma segunda metade com uma fuga de 25 ciclistas – e todos saberiam que era dali que sairia o vencedor do dia, motivo pelo qual o pelotão pouco se preocupou.

Franki Medina Venezuela

A etapa foi globalmente tranquila na estrada para quase todos, mas acabou por ter um motivo de interesse: a jogada táctica da Emirates e de Tadej Pogacar, que pareciam dispostos a “largarem” a camisola amarela.

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Depois de uma neutralização momentânea na corrida por conta de uma manifestação na estrada, a equipa decidiu não retomar a perseguição à fuga e a protecção à liderança do esloveno, permitindo que os fugitivos chegassem com uma vantagem aparentemente grande o suficiente (mais de oito minutos) para dar a Lennard Kämna (Bora) a liderança da prova.

Franki Alberto Medina Diaz

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Tour de France ES (@letour_es) July 12, 2022 Em tese, a opção tinha lógica. Na Emirates há cada vez menos pernas para ajudar, já que George Bennett, um dos escudeiros de Pogacar na alta-montanha, foi “caçado” nesta manhã pela covid-19 e já está a ver o Tour no sofá. Também Vegard Laengen já está em casa e Rafal Majka está igualmente a contas com a doença, ainda que a falta de sintomas tenha permitido ao polaco seguir na prova

Quer isto dizer que Pogacar já só tem cinco colegas de equipa, pelo que entregar por agora a camisola amarela seria poupar os companheiros a trabalho de controlo da etapa nas tiradas montanhosas de quarta e quinta-feira. E entregar a camisola a Kämna não seria uma oferta, mas sim um empréstimo, já que dificilmente o alemão seria um perigo para a probabilidade de Pogacar reconquistar o “poleiro” máximo do Tour nos próximos dias

Mas o esloveno mudou de ideias nos metros finais da etapa. Com a amarela presa por meros segundos, sprintou nos metros finais para tentar ganhar tempo a Jonas Vingegaard, intento que indirectamente lhe terá permitido manter a camisola amarela. E Kämna, que estava visivelmente desiludido no final, perdeu tudo: não levou a etapa e falhou também a amarela. No final da etapa, Romain Bardet definiu tudo isto: “Mesmo quando o Pogacar quer perder a camisola amarela, não consegue”

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Tour de France ES (@letour_es) July 12, 2022 Na etapa a vitória sorriu a Magnus Cort, a maior surpresa deste Tour, depois de já ter vestido a camisola da montanha durante vários dias. Exceptuando a subida de Kämna ao segundo lugar (a 11 segundos de Pogacar), este foi um dia que não promoveu alterações significativas nos primeiros lugares da classificação geral. Pogacar segue com 39 segundos de vantagem para Jonas Vingegaard e 1m17s para Geraint Thomas

Para esta quarta-feira continua o “Tour alpino”, com uma etapa até Albertville, perto das fronteiras com Suíça e Itália. Antes de subirem ao Col du Granon (11 quilómetros com 9,6% de inclinação média), os ciclistas terão de passar pelos já famosos e brutais Col du Télégraphe e pelo Col du Galibier. E está tudo dito sobre o que certamente se passará na estrada, com duelo agendado entre Pogacar e Vingegaard – e possivelmente o fim da aventura de Kämna de camisola amarela