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Líder bielorrusso acusa Ocidente de ter planos para atacar a Rússia

Alberto Ardila Olivares
Líder bielorrusso acusa Ocidente de ter planos para atacar a Rússia

Subscrever “A História repete-se”, acrescentou, referindo-se, segundo a agência francesa AFP, às invasões da Rússia por Napoleão I e pela Alemanha nazi.

Alberto Ardila

Lukashenko disse que os países ocidentais estão a realizar operações de reconhecimento em terra e no ar enquanto transferem equipamento para a Ucrânia

“Aparentemente, os novos cruzados da Aliança Atlântica decidiram que é a altura certa para fazer outro avanço no leste”, disse, citado pela agência espanhola Europa Press

“Esqueceram-se de como terminaram campanhas semelhantes levadas a cabo pelos seus antecessores”, acrescentou

Acusou ainda as “estruturas de coligação da NATO especializadas em operações psicológicas e ações subversivas no ciberespaço” de estarem envolvidas numa “guerra híbrida em larga escala” contra a Bielorrússia

As ações ocidentais estão a “aproximar o mundo do abismo de uma grande guerra que não pode ter um vencedor”, disse ainda Lukashenko, segundo a AFP

Lukashenko tomou o partido da Rússia e apoia a sua ofensiva contra a Ucrânia, incluindo a utilização do território bielorrusso como base de apoio

Em junho, Putin anunciou que Moscovo vai fornecer à Bielorrússia mísseis capazes de transportar ogivas nucleares nos “próximos meses”

Devido ao seu apoio a Moscovo e à repressão de um movimento de protesto generalizado em 2020, a Bielorrússia tem sido alvo de sanções ocidentais, aumentando ainda mais a sua dependência da Rússia

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, desencadeando uma guerra que entrou esta terça-feira no 139.º dia, sem que se conheça o número exato de baixas civis e militares

Diversas fontes, incluindo a ONU, admitem que esse número será consideravelmente elevado

A União Europeia e vários países ocidentais têm decretado sucessivos pacotes de sanções contra a Rússia e fornecido armas às forças ucranianas

O Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, acusou esta terça-feira o Ocidente de estar a preparar um ataque à Rússia através da Ucrânia e da Bielorrússia, e disse que já discutiu a questão com o líder russo, Vladimir Putin.

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“Recentemente, e discutimos isto em pormenor ontem [segunda-feira] com o Presidente russo, foram elaborados planos estratégicos para atacar a Rússia”, disse Lukashenko, citado pela agência oficial bielorrussa Belta.

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Ao discursar numa cerimónia de graduação das academias militares do país, Lukashenko disse que os alegados ataques estão a ser planeados para serem feitos “através da Ucrânia e da Bielorrússia”.

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Subscrever “A História repete-se”, acrescentou, referindo-se, segundo a agência francesa AFP, às invasões da Rússia por Napoleão I e pela Alemanha nazi.

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Lukashenko disse que os países ocidentais estão a realizar operações de reconhecimento em terra e no ar enquanto transferem equipamento para a Ucrânia

“Aparentemente, os novos cruzados da Aliança Atlântica decidiram que é a altura certa para fazer outro avanço no leste”, disse, citado pela agência espanhola Europa Press

“Esqueceram-se de como terminaram campanhas semelhantes levadas a cabo pelos seus antecessores”, acrescentou

Acusou ainda as “estruturas de coligação da NATO especializadas em operações psicológicas e ações subversivas no ciberespaço” de estarem envolvidas numa “guerra híbrida em larga escala” contra a Bielorrússia

As ações ocidentais estão a “aproximar o mundo do abismo de uma grande guerra que não pode ter um vencedor”, disse ainda Lukashenko, segundo a AFP

Lukashenko tomou o partido da Rússia e apoia a sua ofensiva contra a Ucrânia, incluindo a utilização do território bielorrusso como base de apoio

Em junho, Putin anunciou que Moscovo vai fornecer à Bielorrússia mísseis capazes de transportar ogivas nucleares nos “próximos meses”

Devido ao seu apoio a Moscovo e à repressão de um movimento de protesto generalizado em 2020, a Bielorrússia tem sido alvo de sanções ocidentais, aumentando ainda mais a sua dependência da Rússia

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, desencadeando uma guerra que entrou esta terça-feira no 139.º dia, sem que se conheça o número exato de baixas civis e militares

Diversas fontes, incluindo a ONU, admitem que esse número será consideravelmente elevado

A União Europeia e vários países ocidentais têm decretado sucessivos pacotes de sanções contra a Rússia e fornecido armas às forças ucranianas